O lançamento da Pesquisa Percepções sobre Racismo no Brasil, realizada pelo Instituto Peregum em parceria com o Projeto SETA, trouxe dados importantes sobre como a sociedade percebe e enfrenta o racismo. Para debater os resultados e promover reflexões, foram realizados eventos que reuniram especialistas, educadores, ativistas e representantes de diferentes instituições. Mais do que apresentar números, os encontros foram oportunidades de diálogo, troca de experiências e reforço da importância da educação e de ações concretas na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Com dados inéditos e análises detalhadas, a pesquisa oferece subsídios para políticas públicas e iniciativas pela equidade racial.
Conheça o estudo e compartilhe conhecimento.
O lançamento aconteceu na Casa das Pretas e, posteriormente, no Auditório da Editora Globo, com apoio da Fundação Roberto Marinho. Este último encontro teve como foco os dados sobre educação presentes no estudo e reuniu representantes do Museu de Arte do Rio, da Prefeitura do Rio de Janeiro, do Museu de Arte Moderna, além de profissionais da rede municipal de ensino e integrantes de organizações do terceiro setor.





















O Geledés – Instituto da Mulher Negra, promoveu um evento que contou com a participação de representantes de instituições como: Ação Educativa, Associação Museu AfroBrasil, Canal Futura, Perifa Connection e Instituto Unibanco.










Reunimos em categorias as respostas para as suas principais dúvidas. É só clicar no assunto que procura para filtrar as perguntas já respondidas.
O racismo estrutural no Brasil tem dificultado, de forma sistêmica, o acesso ao direito a uma educação pública igualitária e de qualidade pelos estudantes negros, quilombolas e indígenas. A qualidade da educação que as crianças recebem no Brasil é profundamente segmentada por status racial e socioeconômico. E, hoje, identifica-se que as lacunas entre crianças brancas e crianças negras, quilombolas e indígenas, em todos os indicadores da educação básica, são persistentes e mais graves para jovens de 11 a 17 anos. Crianças e jovens negros, quilombolas e indígenas são os mais propensos a abandonar a escola, têm maiores taxas de exclusão e menor nível educacional. Portanto, a eles são destinados os empregos de menor prestígio e salários mais baixos quando adultos. Enquanto isso, os alunos brancos internalizam as desigualdades raciais a que são expostos nas escolas e as replicam quando adultos. Quando se observa os indicadores de aprendizagem, conclui-se também que não há apenas mais barreiras de acesso à escola para crianças negras, quilombolas e indígenas, mas, que uma vez na escola, essas crianças são menos propensas a acessar à educação de qualidade.
O Projeto SETA busca realizar ações transformadoras com base em evidências resultantes de estudos que ajudam a compreender a complexidade das relações raciais no país e as problemáticas delas decorrentes que precisam ser enfrentadas. Neste sentido, prevê uma série de estudos com recortes nacional e regionais em seus territórios de intervenção, especialmente no Amazonas, Maranhão, Rio de Janeiro e São Paulo. O objetivo é mapear a percepção da sociedade em geral, de profissionais da educação e estudantes sobre o racismo, as desigualdades raciais em geral e na educação, a efetividade das políticas de combate ao racismo, as lacunas de ferramentas e metodologias para fomento à equidade racial e as estratégicas bem-sucedidas e boas práticas nacionais e internacionais que podem inspirar ações de valorização da diversidade e das diferenças e de mitigação das desigualdades, especialmente na área de educação.
1) Pesquisa bianual de mapeamento de público sobre percepções do racismo pela sociedade brasileira.
2) Grupos focais bianuais sobre percepções do racismo pelas comunidades escolares.
3) Monitoramento e avaliação dos indicadores educacionais com análise dos indicadores da educação com foco em raça, gênero e território.
4) Estudos liderados pelas organizações que compõem o Projeto SETA sobre “educação escolar indígena”, “educação escolar quilombola”, “trajetória educacional de meninas negras”, “juventude negra, educação e violência”, “impacto da reforma do ensino médio no aprofundamento das desigualdades educacionais” e “construção participativa de indicadores e diagnóstico sobre qualidade na educação e relações raciais”.
Todas essas produções são/serão disponibilizadas publicamente para auxiliar a sociedade na construção de narrativas qualificadas, com base no retrato da realidade, em defesa da equidade racial na educação, além de orientar ações do projeto.