Como detalhado no Relatório Ano 3, o projeto realizou seu maior ciclo formativo, alcançando mais de 5.800 educadores. Também ampliou sua atuação para 42 cidades, incluindo territórios quilombolas, ribeirinhos e indígenas, e fortaleceu redes juvenis e cursinhos populares. No campo político, intensificou a incidência pelo PNE Antirracista e levou sua agenda para 12 países. O ano ainda marcou a implementação da nova governança coletiva do projeto SETA, reafirmando seu modelo de coalizão.
Educação Escolar Quilombola: perspectivas antirracistas e práticas emancipatórias é o terceiro guia pedagógico produzido por professoras que atuaram no curso de Aperfeiçoamento em Educação Escolar Quilombola, coordenado pela Universidade Federal Fluminense. A publicação reúne sequências didáticas e experiências construídas com educadoras de comunidades quilombolas do Rio de Janeiro, destacando práticas interdisciplinares conectadas à história, ao território e às vivências das comunidades da Rasa e Baía Formosa, em Armação dos Búzios.
O livro Currículo para as relações étnico-raciais: deslocando fundamentos nos estudos curriculares, defende que propor um currículo afrocentrado é mais do que uma escolha pedagógica: trata-se de uma insurgência ontoepistemetodológica. É deslocar o centro da enunciação da Europa para as Áfricas, das margens para o território, dos livros para os corpos e para as memórias vivas das comunidades. Uma obra inspiradora e fortalecedora dos debates no campo dos estudos curriculares e das relações étnico-raciais.
O livro Educação Infantil Afrocentrada: Fundamentos, Epistemologias e Práticas em Territórios e Encruzilhadas reúne experiências, reflexões e práticas pedagógicas voltadas à valorização das infâncias negras e quilombolas, articulando teoria e prática no campo das relações étnico-raciais desde a infância. Também reforça o papel da escola como espaço de transformação social, ao propor práticas antirracistas que promovem autoestima, pertencimento e respeito à diversidade. Destina-se a educadoras/es, pesquisadoras/es e pessoas interessadas na temática, sendo um importante instrumento de formação e inspiração.
SETA Caminhos Possíveis é uma proposta que oferece ferramentas para diagnóstico, planejamento, formação e monitoramento, contribuindo para a transformação da cultura escolar e da gestão educacional, com o fortalecimento de ações estruturantes de enfrentamento ao racismo e de promoção da equidade racial e de gênero na educação pública. Construída de forma coletiva pelo Projeto SETA, em articulação com uma coalizão de organizações da sociedade civil com ampla trajetória nos movimentos negros, indígenas e quilombolas, a publicação consolida conhecimentos, práticas e estratégias voltadas à institucionalização da educação antirracista como política pública nas redes de ensino.
Notas sobre os contextos educacionais de jovens negros é uma publicação que mostra, com dados e histórias reais, como o racismo afeta a vida escolar de jovens negros no Brasil. O material analisa desigualdades no acesso, permanência e conclusão dos estudos, e propõe ações concretas para garantir uma educação mais justa e antirracista. Uma leitura importante para educadores, gestores e todos que lutam por igualdade na educação.
A primeira edição da Olimpíada Brasileira do Ensino das Relações Étnico Raciais mobilizou mais de 29 mil participantes em todo o país. O documento apresenta dados, resultados e impactos da iniciativa, que fortalece o ensino das histórias e culturas afro-brasileiras, africanas e indígenas nas escolas públicas.
No segundo ano do projeto (outubro de 2023 a setembro de 2024), foram realizadas 41 atividades no âmbito da coalizão SETA.
A ActionAid International, a Campanha Global pela Educação, o Fórum Global de Estudantes, a Clade, entre outras organizações, produziram uma carta, em parceria com o Projeto SETA (Sistema de Educação por uma Transformação Antirracista), direcionada à UNESCO, ao Comitê de Direção de Alto Nível do ODS 4 e partes interessadas da Reunião Global de Educação, que será realizada nos dias 31 de outubro e 1 de novembro, em Fortaleza (CE), com o objetivo de apresentar um apelo pelo antirracismo na educação.