Somos o Projeto SETA
Sistema de Educação por uma Transformação Antirracista
O Projeto SETA promove sistematicamente a voz, a mobilização e a liderança de grupos e pessoas negras, indígenas e quilombolas.
Nossa missão é transformar o ecossistema da educação pública no Brasil e institucionalizar uma abordagem de igualdade racial nas políticas e na prática.
Trabalharemos para alcançar seis resultados principais.

























Diretora Programática da ActionAid e Coordenadora do projeto SETA

Entendemos a necessidade de a escola ser o espaço de combate ao racismo, de oferecer o mesmo tratamento para crianças e adolescentes que vêm de lugares diferentes, de histórias diferentes. E o projeto reúne grupos, inteligências e experiências em prol da educação da equidade racial.
Coordenadora do Geledés - Instituto da Mulher Negra

A educação antirracista deve ser compreendida como um dever e um compromisso de todas as pessoas comprometidas com a educação. Ela está respaldada nos princípios constitucionais, na legislação educacional, no conjunto de Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (DCNs), no Plano Nacional de Educação (PNE).
Coordenadora da Campanha Nacional pelo Direito à Educação

O discurso da educação antirracista tem crescido na opinião pública e na sociedade, mas estamos ainda distantes de tornar isso realidade. O SETA impulsionará essa revolução por meio de uma união de esforços de entidades profundamente comprometidas com a agenda antirracista.
Coordenadora da Makira-E'ta - Rede de Articulação de Professoras Indígenas do Estado do Amazonas

A escola de hoje não é a de ontem. Precisamos inovar as aprendizagens de seus estudantes e reconhecer que os povos indígenas no Brasil são muitos e variados. Que possuem organizações próprias, línguas diversas, diferentes cosmologias e visões de mundo, modos de fazer, pensar e representar.
Coordenadora da CONAQ - Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas

Que a gente possa diminuir essa desigualdade que existe no país e trabalhar de fato por uma equidade racial que trabalhe tanto o tema da educação, saúde, geração de renda e o acesso da população negra ao bem viver.
Coordenadora Executiva Adjunta da Ação Educativa

Ainda há uma imensa resistência na sociedade e nos sistemas de ensino à implementação dessas conquistas legais. A mudança que almejamos é paradigmática e exige constituir um processo de transformação global que aborde as diferentes dimensões das escolas e das políticas educacionais.
UNEafro Brasil

O Projeto SETA reúne quem históricamente constrói estratégias multidisciplinares para colocar em prática a educação antirracista no centro do debate público. É um conjunto de esforços de diversos entes pela Equidade Racial na Educação e é nessa soma que nos fortalecemos e avançamos.
A construção do Projeto SETA foi feita através de uma aliança inédita de organizações com uma vasta experiência e ações de educação antirracista e, esse trabalho em coalizão, segue dialogando com outros projetos e organizações em todo país que atuam em espaços formais ou não formais de educação com o objetivo de enfrentar as desigualdades nesses ambientes.
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O racismo estrutural no Brasil tem dificultado, de forma sistêmica, o acesso ao direito a uma educação pública igualitária e de qualidade pelos estudantes negros, quilombolas e indígenas. A qualidade da educação que as crianças recebem no Brasil é profundamente segmentada por status racial e socioeconômico. E, hoje, identifica-se que as lacunas entre crianças brancas e crianças negras, quilombolas e indígenas, em todos os indicadores da educação básica, são persistentes e mais graves para jovens de 11 a 17 anos. Crianças e jovens negros, quilombolas e indígenas são os mais propensos a abandonar a escola, têm maiores taxas de exclusão e menor nível educacional. Portanto, a eles são destinados os empregos de menor prestígio e salários mais baixos quando adultos. Enquanto isso, os alunos brancos internalizam as desigualdades raciais a que são expostos nas escolas e as replicam quando adultos. Quando se observa os indicadores de aprendizagem, conclui-se também que não há apenas mais barreiras de acesso à escola para crianças negras, quilombolas e indígenas, mas, que uma vez na escola, essas crianças são menos propensas a acessar à educação de qualidade.
O Projeto SETA busca realizar ações transformadoras com base em evidências resultantes de estudos que ajudam a compreender a complexidade das relações raciais no país e as problemáticas delas decorrentes que precisam ser enfrentadas. Neste sentido, prevê uma série de estudos com recortes nacional e regionais em seus territórios de intervenção, especialmente no Amazonas, Maranhão, Rio de Janeiro e São Paulo. O objetivo é mapear a percepção da sociedade em geral, de profissionais da educação e estudantes sobre o racismo, as desigualdades raciais em geral e na educação, a efetividade das políticas de combate ao racismo, as lacunas de ferramentas e metodologias para fomento à equidade racial e as estratégicas bem-sucedidas e boas práticas nacionais e internacionais que podem inspirar ações de valorização da diversidade e das diferenças e de mitigação das desigualdades, especialmente na área de educação.
1) Pesquisa bianual de mapeamento de público sobre percepções do racismo pela sociedade brasileira.
2) Grupos focais bianuais sobre percepções do racismo pelas comunidades escolares.
3) Monitoramento e avaliação dos indicadores educacionais com análise dos indicadores da educação com foco em raça, gênero e território.
4) Estudos liderados pelas organizações que compõem o Projeto SETA sobre “educação escolar indígena”, “educação escolar quilombola”, “trajetória educacional de meninas negras”, “juventude negra, educação e violência”, “impacto da reforma do ensino médio no aprofundamento das desigualdades educacionais” e “construção participativa de indicadores e diagnóstico sobre qualidade na educação e relações raciais”.
Todas essas produções são/serão disponibilizadas publicamente para auxiliar a sociedade na construção de narrativas qualificadas, com base no retrato da realidade, em defesa da equidade racial na educação, além de orientar ações do projeto.