Postado em: 19 dezembro, 2025

Projeto Capoeira das Escolas, da Bahia, valoriza cultura afro-brasileira e fortalece educação antirracista

Iniciativa da Secretaria de Estado de Educação, que inclui a prática da capoeira, contempla cerca de 19 mil estudantes

Iniciativa da Secretaria de Estado de Educação, que inclui a prática da capoeira, contempla cerca de 19 mil estudantes

A Secretaria de Estado de Educação da Bahia (Seeduc – BA) deu mais um passo importante para a valorização da cultura afro-brasileira e a construção de uma educação antirracista. Por meio do Projeto Capoeira das Escolas: Movimento, Identidade e Ancestralidade, a Seeduc busca implementar a capoeira como oficina educativa nas unidades escolares da rede estadual de ensino. 

Portanto, a iniciativa reconhece essa prática como educativa, cultural e formativa, valorizando seus fundamentos históricos, culturais e pedagógicos enquanto expressão da cultura afro-brasileira. O projeto, que contempla cerca de 19 mil estudantes da Rede Estadual de Ensino, reforça o cumprimento da Lei 10.639/03, que torna obrigatória a inclusão da história e cultura africana e afro-brasileira no currículo da educação básica.

“A inclusão da capoeira no ambiente escolar contribui de forma significativa para o reconhecimento e a valorização da cultura afro-brasileira, ao inserir no cotidiano das unidades escolares uma manifestação cultural ancestral, que articula história, corpo, oralidade, musicalidade e memória coletiva. Nesse projeto, a capoeira é compreendida como prática educativa e cultural, reconhecida oficialmente como patrimônio e como expressão dos saberes de nossa população negra que constitui a formação social brasileira”, comenta Carla Nogueira, Coordenadora de Educação Antirracista, Relações Étnico – Raciais e Diversidade da Seeduc Bahia. 

Para Carla, ao vivenciar a capoeira na escola, os estudantes têm a oportunidade de conhecer e valorizar os fundamentos afro-brasileiros presentes na manifestação e, dessa forma, fortalecem o sentimento de pertencimento, reconhecimento das identidades negras e enfrentam estigmas historicamente associados às culturas de matriz africana. 

“A capoeira passa a dialogar com o currículo escolar de forma intencional, contribuindo para a implementação das Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008 e para a construção de práticas pedagógicas comprometidas com a educação antirracista”, salienta. 

Capoeira tem impacto no desenvolvimento físico, emocional e social

A capoeira, ao unir movimento, ritmo e história, exerce um papel fundamental no desenvolvimento integral daqueles que a praticam. No aspecto físico, contribui para a coordenação motora, equilíbrio e consciência corporal. Emocionalmente, estimula a autoconfiança, a concentração e o autocontrole, ao mesmo tempo em que ensina o respeito ao próximo e às regras. Já no campo social, promove a colaboração, o senso de pertencimento e o fortalecimento da identidade, especialmente entre crianças negras, ao valorizar uma expressão cultural afro-brasileira de resistência e liberdade.

“No contexto das escolas públicas, o Projeto Capoeira das Escolas contribui, ainda, para a melhoria do clima escolar, da cultura da paz, para consolidar vínculos entre estudantes, comunidade e território, e para a construção de ambientes educativos mais inclusivos, acolhedores e comprometidos com a formação cidadã e antirracista”, reforça Carla Nogueira. 

O Projeto Capoeira das Escolas foi instituído pela Portaria SEC nº 1.381/2024 e está fundamentado na Lei Estadual nº 14.341/2021 (Lei Moa do Katendê), via Decreto nº 23.204/2024, em que ambos dispõem sobre a salvaguarda e o incentivo da capoeira no Estado da Bahia, e dialoga diretamente com as Leis Federais nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, que tratam da obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas.

A equipe da Coordenação de Educação Antirracista, Relações Étnico-raciais e Diversidade (CEARD) da Seeduc Bahia é composta por: Manuela Veríssimo Santana, Caroline de Jesus Souza, Neuber Leite Costa, Adarlene Santos Silva, Larissa Ferreira Gonçalves.

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Aprimoramento e implementação de políticas públicas de educação que garantam qualidade, equidade e oferta contextualizada, por meio de influência e/ou apoio a formuladores de políticas e autoridades educacionais em todos os níveis, assegurando, assim, a implementação de políticas públicas educacionais antirracistas e sensíveis a gênero. Estas políticas devem considerar os eixos de fortalecimento dos marcos legais da educação antirracista, de programas de formação de profissionais da educação, produção de material didático e paradidático, gestão democrática e participação social, monitoramento e avaliação de indicadores de equidade e condições institucionais com investimentos financeiros, humanos e materiais.

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O PROJETO SETA – SISTEMA DE EDUCAÇÃO PARA UMA TRANSFORMAÇÃO ANTIRRACISTA É UM PROJETO APOIADO PELA FUNDAÇÃO W. K. KELLOGG, DESDE 2021, QUE REÚNE ORGANIZAÇÕES NACIONAIS E INTERNACIONAIS EM ATUAÇÃO CONJUNTA POR UMA EDUCAÇÃO PÚBLICA ANTIRRACISTA E DE QUALIDADE.