Postado em: 10 outubro, 2025

A Comunicação como uma ferramenta na luta antirracista

Projeto SETA promove evento paralelo durante a V Conapir 

Durante a programação da V Conapir (Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial), realizada em Brasília, no Distrito Federal, em 16 de setembro, o Projeto SETA promoveu o evento paralelo “Comunicação e Mobilização Social pela Educação Antirracista”. O encontro aconteceu no Hub Peregum.

A mesa, mediada por Naiara Evangelo, gestora operacional e assessora de comunicação do SETA, contou com as participações de Midiã Noelle, jornalista, comunicadora, autora do livro Comunicação AntirracistaDandara Tonantzin, Deputada Federal (PT/MG), ativista da pauta racial e da educação, e Petz Antunes, publicitária responsável pela Campanha Nacional de Sensibilização da Sociedade Brasileira para Implementação da Educação Antirracista nas Escolas Públicas do Projeto SETA. 

 

Ferramenta para a transformação social

Ao longo do encontro, as convidadas contaram como a comunicação surgiu em suas vidas e a escolha por essa área profissional. Elas destacaram o segmento como uma ferramenta política e educacional fundamental na luta antirracista, além de abordarem a necessidade de ações planejadas  criadas por pessoas negras e a influência do cenário das mídias sociais e seus alinhamentos ideológicos nesse contexto.

A publicitária Petz Antunes classificou sua escolha pela área como um ato de loucura e rebeldia, já que sua família queria que ela seguisse por outro caminho. “Fui preparada para trabalhar no segmento da tecnologia, mas quando estava nas aulas de engenharia, notava que aquele não era o meu lugar de força. Com isso, tive um estalo e procurei o curso de publicidade e foi lá que encontrei espaço de poder”, comentou. 

 

Comunicação e política 

A Deputada Federal Dandara Tonantzin trouxe para a conversa a importância da sinergia entre política e comunicação. A parlamentar apontou a necessidade de criar diretrizes de comunicação em locais que estão sendo ocupados, assim como a importância de as pessoas negras estarem presentes não só nos espaços corporativos, mas, também, auxiliando na construção de estratégias por trás das narrativas. 

“Acredito que o nosso grande desafio, enquanto movimento social, é conseguirmos trazer, cada vez mais, os militantes da internet para a nossa concepção governamental e, também, levarmos ela para a militância de rede”, salientou Dandara. 

 

Construção de narrativas antirracistas na comunicação

Midiã Noelle abordou um dos grandes problemas para os comunicadores: a falta de reflexão sobre políticas de comunicação. Durante sua fala, a jornalista citou o Estatuto da Igualdade Racial, que contém linhas sobre a importância de pensar a comunicação politicamente. Segundo ela, cargos no âmbito do Governo Federal mudam rapidamente, e as pessoas não entendem a permanência do que já está ali, independentemente dos profissionais. 

“Se não conseguirmos quantificar o que estamos fazendo e qualificar essas questões enquanto ações de comunicação, nos perderemos politicamente. Qualificamos outros espaços, mas não damos a importância da dimensão da comunicação”, destacou. Para ela, comunicação é educação, pois a narrativa ensina.

A mesa de conversa do evento pode ser conferida na integra através do link: https://www.youtube.com/watch?v=DvHSQBwZJ70

Voltar

Central de Ajuda

Reunimos em categorias as respostas para as suas principais dúvidas. É só clicar no assunto que procura para filtrar as perguntas já respondidas.

Aprimoramento e implementação de políticas públicas de educação que garantam qualidade, equidade e oferta contextualizada, por meio de influência e/ou apoio a formuladores de políticas e autoridades educacionais em todos os níveis, assegurando, assim, a implementação de políticas públicas educacionais antirracistas e sensíveis a gênero. Estas políticas devem considerar os eixos de fortalecimento dos marcos legais da educação antirracista, de programas de formação de profissionais da educação, produção de material didático e paradidático, gestão democrática e participação social, monitoramento e avaliação de indicadores de equidade e condições institucionais com investimentos financeiros, humanos e materiais.

O diálogo intergeracional sobre racismo, gênero e educação é desenvolvido em lares, escolas, locais de trabalho e na mídia por meio de diálogo nacional e advocacy sobre as temáticas na educação e na sociedade. Assim, será construída a intolerância ao racismo, às violências baseadas em gênero, desigualdades e violações de direitos e a defesa da promoção da justiça social, racial e de gênero na sociedade brasileira.

Crianças, jovens e estudantes negros, quilombolas e indígenas atuantes na transformação das comunidades e na cultura escolar, para que sejam antirracistas e equitativas, garantindo o reconhecimento dos seus saberes e protagonismo como elementos essenciais para alcançar as mudanças esperadas.

O PROJETO SETA – SISTEMA DE EDUCAÇÃO PARA UMA TRANSFORMAÇÃO ANTIRRACISTA É UM PROJETO APOIADO PELA FUNDAÇÃO W. K. KELLOGG, DESDE 2021, QUE REÚNE ORGANIZAÇÕES NACIONAIS E INTERNACIONAIS EM ATUAÇÃO CONJUNTA POR UMA EDUCAÇÃO PÚBLICA ANTIRRACISTA E DE QUALIDADE.